17 de junho de 2012

Cobri meus olhos e disfarcei o resto com um sorriso.

Todo dia você deixa algo pra trás.
Pode ser os cinco centavos de um troco, uma roupa que enjoou...
Qualquer coisa que parece não ter valor ou que tem valor tão pequeno que não vale a pena.
Algumas destas coisas que você deixa te faziam mal e nesse caso é positivo, esse é o espírito.
Parece muito simples quando é uma moeda, roupa ou objeto. E é.
Porque o problema só começa quando num dia desses você fecha as portas para algo que realmente gosta, algo que não te faz mal o tempo todo, algo que você ama.
Como quem tem bom coração nunca ama algo, mas sim alguém, é ai que "deixar pra trás" passa a ser algo grave.
Eu não quero dramatizar as perdas da minha vida, nem mesmo me vangloriar das conquistas.
Perder para a morte alguém que amamos dói, e dói para sempre.
Mas em algum momento, seja baseado em religião ou qualquer outra teoria, acreditamos que esta pessoa pode está melhor que antes, e indo mais longe sonhamos que poderemos revê-la.
Porém quando você perde alguém pra vida não há saída.
É como enterrar a pessoa viva e isso não matá-la porque os sentimentos são tão fortes que dentro de você ela é tão imortal quanto alguém que se foi para sempre.
Só que quando você resolve fechar os olhos para alguém, quando você decide que é o melhor para você e/ou pra ela, você não sonha mais em revê-la, em tê-la e você já não sabe mais quem realmente está vivo, quem realmente está morto.