25 de dezembro de 2010

Emaranhado

As vezes as pessoas precisam sair do seu mundo, seja ele grande ou pequeno.
Precisam lembrar-se que sempre existe algo mais.
Saber que todo mundo tem problemas, seja a celebridade ou a que sempre viveu no interior.
E que por mais que a pessoa seja boa e prestativa, é preciso ajudar a si mesma para poder ajudar outra. Entender que a maioria das pessoas nunca vai poder fazer coisas grandiosas pela humanidade. E que isso não significa escolher a inércia.
Pois com o tempo compreende-se que a pequena ação que se realiza sempre vai ser associada a outra semelhante, e estas num aglomerado fazem maior diferença de que as que ocupam a mídia.
Entretanto com o passar do tempo as pessoas percebem que não é a vergonha, a timidez ou a correria que as afastam de fazer algo à alguém.
São as diferenças.
São as diferenças que impõe limites nos relacionamentos. Geram o medo, a insegurança com as palavras e claro os erros.
São as diferenças que agem como barreira quando queremos ajudar, aconselhar, acolher, avaliar e amar.
Sim amar.
Quisera eu saber quem teve a ideia estúpida de associar a ciência - de que os opostos se atraem - ao amor.
O amor não resiste as diferenças. Elas desaparecem no começo. Voltam devagar depois de um tempo e quando isso acontece esse 'grande amor' só ultrapassa essa fase se elas desaparecerem.
Nada de diminuir as diferenças ou adaptar-se a elas.
Elas terão de sumir para sempre ou o amor é que não vai ser pra sempre.
Desaparecer com as diferenças não se enquadra nas pequenas ações, porque é sempre muito difícil. É um passo grandioso que merecia os holofotes da mídia mas tem que ser feito o mais oculto possível para não parecer com sacrifício. Para não transparecer o suícidio que é matar algo dentro de si.

4 de setembro de 2010

Só o teclado permite dizer

Que insignificante mente não entende a si mesma?!
Ora, que triste és tu doce criança que não sabe o que diz, quando diz.
Que vida tens tu que nada parece bom por muito tempo. De nada vale viver com a arrogante presença de dor. Não sei, e não sei se quero saber, de fato seria importante conhecer?!
Um destino a cumprir algum sentido a todas as coisas, atribuídos a morte lenta que não traz as lembranças da tua vida criança, porque em seus olhos passam as imagens de uma morte lenta. E dolorida.
Que se dá ao direito de te fazer rir para que aguentes até o fim.

18 de abril de 2010

Fotografia


Um dia me ensinaram que foto é um presente para o futuro.
Não há nada de mal em rir e em chorar, muito menos em repetir o ato pela lembrança. Ah a lembrança, que boa é quando possível, quando não é surreal e sim parte de algo muito maior que ela, a lembrança que é apenas ativação, manutenção e rescurreição. Aprendi a gravar de forma simples mas também me ensinaram que com a arte era mais grandioso, sublime.