27 de março de 2017

FB: #2

Se o ano só começa depois do carnaval, ainda preciso falar sobre 2016.
Aliás pensando bem 2016 teve uma sequência de vínculos em relação a como concluí 2015. Se um simples acontecimento em 2015 mudara totalmente minha percepção sobre alguém e sobre a vida, passei 2016 para entender o que fazer com aquilo.
Mas era 2016 o ano esperado! Em 2015 a rotina de aulas acabou e 2016 trouxe a celebração: me formei após grande expectativa e me vi precisando mudar profissionalmente, não apenas pelo peso daquele número do Crea mas pelo conjunto de responsabilidades que eu mesma estipulei para a Shayra de 2008. Então, aproveitei tudo que merecia e passado a festa, viagem e euforia, fui em busca das minhas próprias metas.
O ano foi passando... e o segundo semestre já não era só sombras de 2015.
Setembro: o meu mês, meu mês favorito foi um dos mais difíceis da minha vida. Assim como no final de 2015, novamente algo acontecia e me fazia refletir sobre absolutamente tudo mas dessa vez principalmente sobre mim. Sobre quem eu fui, quem eu era naquele momento e sobre quem eu já quis ser ou deveria querer ser.
A frase "mudar da água para o vinho" fazia tanto sentido pra mim quanto nenhum, mas ainda sim olhando para mim mesma eu via isso tudo como algo necessário e eu queria a mudança!
A dificuldade de setembro, os problemas passaram e ficou o aprendizado, a evolução... E ai você quer viver e curtir essa mudança. Mas como os problemas são contínuos e cíclicos você se depara com o universo ao seu redor que (infelizmente) não lê seus pensamentos e tão pouco enxerga você como realmente é. E tudo que você quer e precisa é que os outros te vejam... 
Aos poucos fica claro que as pessoas estão muito perto para poder enxergar algo que está bem na frente delas e que é preciso se afastar um pouco para o foco voltar.

Novembro foi sobre olhar lá para o final de 2015, foi sobre ver algo se repetindo e sentir um martelo batendo naquele cristal trincado... E de novembro pra cá aconteceu tanta coisa que nem acredito. 
Constantemente na minha vida eu vivi situações, senti emoções e ouvi palavras que afirmavam o quanto eu sou "forte" mas em novembro eu discordei e não encontrei essa força. Entretanto de novo eu evolui e mostrei para mim mesma (sem intenção de mostrar para ninguém mais além de mim) que eu sou sim muito forte.

Não me privo de sentir o que for necessário e como uma libriana que se preze até o que não precisava sentir (risos pela autoanálise e pelo texto que está provando que penso demais).
Então acelerando o pensamento vamos juntar dezembro e janeiro cheio de alegrias misturadas com pitadas de tristezas, vamos refletir por esse universo de mudanças e tentar mudar ainda mais!
Porque se o sentir sempre esteve muito associado ao pensar e pouco ao agir, talvez isso seja uma das inúmeras mudanças da Shayra-2017. Pois como disse um amigo: "sabe quando um carro passa por uma reformulação geral? Então, você está assim". 
E como todo carro novo é necessário amaciar o motor, curtir aquele cheirinho, testar todas as novas funções que você nem sabia que existiam!

Já é fevereiro e embora não me arrependa dos anos anteriores confesso que estou ansiosa e digo: pode vir 2017!
Aos amigos ou simplesmente contatos que leram tudo isso digo:
Apaixonar-se pela vida e por viver é uma dádiva que eu aconselho todas as pessoas a buscarem diariamente. E INCANSAVELMENTE!

Feliz 2017 ;*

13.02.2017

FB: #1

Li a seguinte frase que me fez pensar nessa manhã de domingo:
"Tem gente que se mata cortando os impulsos". 
Agir por impulso é ser irracional mas a racionalidade por completo também não é a receita. Vale a regra mais absoluta de todas: equilíbrio!
Mas como alguém muito ortogonal, preto e branco... Me forço a voltar a pensar nos impulsos. E em resumo é isto:
Evite cortar o que você quer, apenas evite!
Viva um dia de cada vez mas permita-se sonhar em viver o amanhã, se você for um sonhador e for isso que você quer.
Seja normal ou louco, mas seja o que você quer.
Faça dietas e exercícios pela saúde ou também pela estética, se é isto que tu quer, acima do que qualquer outra coisa ou pessoa queira.
Aventure-se e valorize as aventuras. Seja para saltar de paraquedas, sair sozinha pra uma balada ou colocar um esmalte mais colorido... importante é a aventura ser sobre realizar algo que tu quer.
Seja trouxa, mesmo com os memes aconselhando o contrário, mas seja trouxa só enquanto aquilo te trouxer alegria, você quer alegrias mesmo que pequenas.
Viaje e divirta-se ou assista Netflix ou ambos mas não deixe de fazer nenhum deles ou todos que você queira.
Tome decisões baseadas no que você quer, no que é melhor pra você, sendo que muitas vezes o melhor pra você é fazer outro alguém feliz.
Quebre a cara com amizades, paixões ou um simples joguinho da mega-sena, no final vai ter valido a pena seguir o que o seu coração queria naquele momento.
Mas não esqueça do equilíbrio, sapos existem para serem engolidos e barreiras não foram feitas para serem quebradas, inclusive muitas são proteção para não cair em um precipício.


19.02.2017

24 de março de 2017

Romântica boba

E de repente você se encontra assim desiludida com relacionamentos, logo você a romântica boba que suspirava pelos cantos e que gostava de receber flores, que adormecia com ele no pensamento e acordava com o sorrisão largo por ele ainda estar lá, logo você que falava eu te amo e amava ouvir um eu te amo também, logo você que amava os passeios de mãos dadas no parque...
Ah, aquelas tardes de piquenique, aqueles carinhos e o coração batendo mais forte só por sentir o cheiro dele, aquelas horas e horas no telefone que de alguma forma o sentia mais perto, logo você que amava estar junto todos os dias, logo você que dava e recebia toda a atenção desse mundo, logo você que sonhava, escolhia nome dos filhos e fazia tantos planos...
Ah aqueles aconchegos nas noites frias, aquele beijo de bom dia, aquela mensagem de boa noite, aquela confiança o seu porto seguro e aquelas noites lindas de amor e de sexo tbm (suspiros).
Ele que levantava tua autoestima e te fazia sentir a mulher mais linda desse mundo, ele que te agravada em tudo e te presenteava fora das datas comemorativas só pra te arrancar um sorriso, ele que já não vivia sem você e nem você sem ele, ele que era tudo pra você e você era tudo pra ele.
Logo você a romântica boba que suspirava pelos cantos que já tentou tanto, já se magoou tanto, que já chorou tanto, deixou feridas abertas, ah e como elas doem mas é você que as mantém abertas para se proteger e evitar que mais feridas se abram é você que não se permite mergulhar de cabeça em um relacionamento é você que se faz de forte mas só você sabe o quanto ainda é aquela romântica boba que suspirava pelos cantos, hoje desiludida sim, mas que ainda não perdeu as esperanças de que ainda vai sentir todo aquele amor, de que ainda vai fazer novos planos e sonhar novos sonhos e que ainda vai soltar suspiros pelos cantos.
Por: Dalila Reis

9 de março de 2017

O amor tem que ser simples

Consigo ensinar alguém a fazer um orçamento de obra, a fazer um cachorro quente excelente ou a como fazer um snapgram mas não consigo ensinar alguém a amar, muito menos a me amar.
Depois do começo, daquela euforia da paixão as coisas mudam, mas não acho que deveriam. Comigo os sentimentos aumentam progressivamente...
O amor deveria ser simples, natural e não uma missão ou um trabalho. Se existe reciprocidade as coisas aconteceriam com a lei da ação e reação. Um fala ou faz algo e depois o outro... mas não é por obrigação.
A pessoa fala que gosta da outra e a outra responde eu também e ali fica naquele processos de cozimento. Sendo que o certo, se não sente, era cortar e não alimentar o sentimento do outro. Com o passar do tempo surge a figura do "trouxa" que é aquele que está servindo de alicerce na relação. Nem devia usar o termo relação, uma relação verdadeira seja qual for o tipo não passaria por isso. Uma pessoa se doar a outra, não ter receio de dizer como se sente e receber inúmeros "eu também".
Mas piora. A pessoa se enxerga como trouxa mas não consegue se desprender dessa função, primeiro se culpa porque acha que está fazendo drama ou exagerando, e começa a podar o que fala e demonstra mas perceba não para de sentir, ou seja, começa a acumular dentro de si... com o passar do tempo vai se afogando em sentimentos e decide que tem que fazer a mesma coisa, pagar na mesma moeda.
Aquilo que era pra ser simples, não devia ser uma missão vira algo muito pior: um jogo.
De tentar não ligar mesmo quando é tudo que mais quer, de demorar a responder a msg, de segurar o dedo e não mandar aquele meme, texto do casal sem vergonha, música, msg fofa, vídeo engraçado, cantada barata, letra de música... É horrível! E o pior é que isso era normal, era tão gostoso e de repente é tipo um crime. Porque você está fazendo isso sozinha e não sabe mais se aquilo tudo que antes ouvia acabou ou se é paranóia sua.
Hoje foi dia da mulher e eu tô deitada pensando nisso, me perguntando se algum homem no universo já passou por isso.
E agora cai minha ficha que eu deveria estar trabalhando em algum orçamento de obra ou dormindo para acordar bem amanhã... que eu deveria encontrar felicidade na minha carreira (vulgo dinheiro) porque ser cheia de sentimentos só tem deixado minha vida vazia.

4 de março de 2017

Primeira vez

Acabei de escrever sobre meus 10 minutos de choro, porque entre muitas coisas não viverei mais algumas "primeiras vezes".
E aí veio uma tonelada de outros pensamentos  (se eu fizesse terapia o psicólogo ia ganhar muito dinheiro porque minha mente é uma máquina incansável).
Então, eu já tive aquelas primeiras vezes, a questão é que agora eu estou tendo outras, inclusive que só são possíveis porque eu decidi não manter o casamento com aquele que foi meu primeiro relacionamento.
Complicado? Nem tanto.
Eu agora vou ser discriminada pela primeira vez porque sou divorciada.
Vou me apaixonar por alguém e pela primeira vez ele não vai estar tão apaixonado quanto eu.
Vai ter também a primeira vez que vou fazer tudo que eu quero.
Primeira vez que vou ser quem eu sou.
A questão é que tem e terão outras primeiras vezes e eu não estou preparada para elas, e veja só, esta é a magia delas.
Não dá para querer primeiras vezes e tentar se preparar pra elas, ou reclamar por elas não serem como esperado... toda primeira vez deve ser tratada como uma aventura.

Nenhum cara é meu ex

Tem pouco mais de três meses que me separei de um cara com quem estive por 7,5 anos. Foram 4 anos entre namoro, noivado e morando juntos e 3,5 anos de casamento.
O casamento foi na igreja com direito a festa para 190 pessoas (mas faltaram umas 40).
A gente viveu uma história de amor linda, de se conhecer no orkut, namorar a distância a construir um monte de coisas juntos.
Daí que ao longo desses anos nós deixamos a história de filme virar vida real e aí já viu. Os dias ruins começam a querer ter maior quantidade e "qualidade" que os bons e pronto. É uma estrada sem volta que só tem dois destinos: acomodar-se ou colocar um ponto final na história.
Escolhemos encerrar a história.
Confesso que chorei intensamente nas duas primeiras semanas e depois em alguns "eventos" como minha saída de casa. Encaixotar minha vida não foi fácil.
Mas eu estou escrevendo sobre isso porque eu hoje percebi que homens como meu ex marido são muito raros. Não só por quem ele é mas justamente pela história. Porque nunca mais vou ter algumas "primeiras" vezes.
E apesar do meu perfil "cartesiana", de ser "de exatas" eu tenho muito sentimento, eu sou dedicada pacas as pessoas que eu amo...
A verdade é que estou acostumada com um nível de carinho e atenção que é impossível não comparar, pelo menos agora nas primeiras situações está sendo muito difícil criar expectativas que não são supridas.
Ridiculamente essa é a primeira vez que eu me questiono porque não escolhi me acomodar numa vida "mais ou menos" e após meses chorei pela primeira vez.
É isso, minha vida e as novas primeiras vezes.