Se o ano só começa depois do carnaval, ainda preciso falar sobre 2016.
Aliás pensando bem 2016 teve uma sequência de vínculos em relação a como concluí 2015. Se um simples acontecimento em 2015 mudara totalmente minha percepção sobre alguém e sobre a vida, passei 2016 para entender o que fazer com aquilo.
Mas era 2016 o ano esperado! Em 2015 a rotina de aulas acabou e 2016 trouxe a celebração: me formei após grande expectativa e me vi precisando mudar profissionalmente, não apenas pelo peso daquele número do Crea mas pelo conjunto de responsabilidades que eu mesma estipulei para a Shayra de 2008. Então, aproveitei tudo que merecia e passado a festa, viagem e euforia, fui em busca das minhas próprias metas.
O ano foi passando... e o segundo semestre já não era só sombras de 2015.
Setembro: o meu mês, meu mês favorito foi um dos mais difíceis da minha vida. Assim como no final de 2015, novamente algo acontecia e me fazia refletir sobre absolutamente tudo mas dessa vez principalmente sobre mim. Sobre quem eu fui, quem eu era naquele momento e sobre quem eu já quis ser ou deveria querer ser.
A frase "mudar da água para o vinho" fazia tanto sentido pra mim quanto nenhum, mas ainda sim olhando para mim mesma eu via isso tudo como algo necessário e eu queria a mudança!
A dificuldade de setembro, os problemas passaram e ficou o aprendizado, a evolução... E ai você quer viver e curtir essa mudança. Mas como os problemas são contínuos e cíclicos você se depara com o universo ao seu redor que (infelizmente) não lê seus pensamentos e tão pouco enxerga você como realmente é. E tudo que você quer e precisa é que os outros te vejam...
Aos poucos fica claro que as pessoas estão muito perto para poder enxergar algo que está bem na frente delas e que é preciso se afastar um pouco para o foco voltar.
Novembro foi sobre olhar lá para o final de 2015, foi sobre ver algo se repetindo e sentir um martelo batendo naquele cristal trincado... E de novembro pra cá aconteceu tanta coisa que nem acredito.
Constantemente na minha vida eu vivi situações, senti emoções e ouvi palavras que afirmavam o quanto eu sou "forte" mas em novembro eu discordei e não encontrei essa força. Entretanto de novo eu evolui e mostrei para mim mesma (sem intenção de mostrar para ninguém mais além de mim) que eu sou sim muito forte.
Não me privo de sentir o que for necessário e como uma libriana que se preze até o que não precisava sentir (risos pela autoanálise e pelo texto que está provando que penso demais).
Então acelerando o pensamento vamos juntar dezembro e janeiro cheio de alegrias misturadas com pitadas de tristezas, vamos refletir por esse universo de mudanças e tentar mudar ainda mais!
Porque se o sentir sempre esteve muito associado ao pensar e pouco ao agir, talvez isso seja uma das inúmeras mudanças da Shayra-2017. Pois como disse um amigo: "sabe quando um carro passa por uma reformulação geral? Então, você está assim".
E como todo carro novo é necessário amaciar o motor, curtir aquele cheirinho, testar todas as novas funções que você nem sabia que existiam!
Já é fevereiro e embora não me arrependa dos anos anteriores confesso que estou ansiosa e digo: pode vir 2017!
Aos amigos ou simplesmente contatos que leram tudo isso digo:
Apaixonar-se pela vida e por viver é uma dádiva que eu aconselho todas as pessoas a buscarem diariamente. E INCANSAVELMENTE!
Feliz 2017 ;*
13.02.2017
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