26 de junho de 2018

Manu

Este blog é pessoal e intransferível (risos bobos neste momento), portanto eu trato alguns textos de maneira bem íntima, outros não detalho tanto de onde vem a inspiração e portanto "qualquer um" pode ler, se identificar e compartilhar. Neste caso, esse texto é para uma amiga.


Na hora do aperto, quem é sua primeira ligação? 
Algumas pessoas terão a resposta na ponta da língua sem titubear e outras talvez digam que depende da situação. No primeiro caso, parabéns! Tira um minutinho aí do seu dia e agradeça por essa pessoa. Mas se for o segundo, comemore também, quem sabe você deva comemorar até mais, pois provavelmente você tem mais de um par de mãos com quem contar!

A minha resposta é a segunda, em cada situação eu recorro a alguém diferente, o mais interessante é que no dia mais difícil da minha vida, ao longo desses 27 anos de idade, eu liguei para uma amiga, ela não é minha melhor amiga, ela não é minha familiar, não nos conhecemos há muitos anos e nossa amizade tinha menos de um ano na época. 
Eu precisava contar para alguém o que estava passando, eu estava longe e sozinha. Olhei para o celular, liguei para essa amiga e confesso que depois me perguntei: "por que a Manu?"
Porque eu precisava ser ouvida com doçura, eu precisava ouvir uma resposta que não viesse em algum tom de julgamento, precisava que alguém chorasse junto comigo mas sem ser por pena e por fim, precisava me sentir abraçada mesmo estando em outro país.  
Não sei se é porque ela já viveu muitas coisas, se é porque ela tem uma mente livre, se é por já ser mãe ou simplesmente essa combinação de coisas que torna ela essa pessoa maravilhosa.

Um tempo atrás minha terapeuta, estava tentando me convencer a me permitir sentir alguns sentimentos, falou que eu precisava deixar que as pessoas me dessem acalento. Quando cheguei em casa pesquisei o significado, acalentar é: chegar a si; tomar nos braços; aconchegar(-se).
Já tinha se passado meses daquela ligação, daquela situação... Mas desde então eu associo essa palavra a você.

Sabe, eu sei que hoje é seu aniversário, que esse texto não devia ser tão egoísta e que eu deveria falar mais sobre tantas outras coisa boas que você fez, sobre a lista de qualidades, até mesmo dos defeitos pra puxar sua orelha. Mas não tem jeito, eu preciso anotar aqui o quão importante você é pra mim!
Independente do quão querida, alegre e linda você é com todo "o resto".

Nós

Cá estamos nós. 
Nós assim, nem tu, nem eu, nós. 
Só nós a sós.
Já percorremos uma longa estrada mas não estou cansada.
Olho pra frente e não vejo o destino, mas não estou preocupada.
Olhando para um lado vejo o amarelo do sol que queima.
Olhando para o outro vejo você, que para de olhar pra frente e olha para mim.
Poderíamos ficar aqui, aculá ou lá, em qualquer lugar. Desde que o verbo juntar esteja conjugado na primeira pessoa do plural, que eu e tu sejamos o sujeito e que a ação seja qualquer uma dessas todas que estamos vivendo e que estão nos fazendo felizes.

25.06.18 | 12:56

16 de junho de 2018

Desculpa

Quero que você saiba que você é um presente. Você é o presente que eu não sabia que precisava e que eu realmente não estava procurando ou tão pouco queria. Por que?
Porque eu não sabia que era possível
ser tão feliz. E sinceramente, eu não achava que eu merecia.
Mas um presente desses a gente logo percebe o quão valioso é. E ai quer manter por perto e cuidar com carinho...
Você já me deu muitos presentes, como reinventar lugares e sensações, é que a sua presença transformou mesmo aquilo que eu já tinha vivido.
Seu abraço que me cabe também é um presente. Assim como seu olhar que me envolve e o seu sorriso que me derrete.
Talvez você leu até aqui sem entender o título, pois bem, me desculpa, comecei pensando em pedir desculpas mas agora a pouco chegou uma mensagem sua e me perdi...

Então, me desculpa.
Me desculpa por ser tão intensa, explosiva e apressada. Intensa demais na forma de sentir. Explosiva demais na hora de compartilhar meus sentimentos. E apressada demais para te ver de novo, quando na verdade acabei de me despedir.
Me desculpa se eu gosto de lugar lotado e de fotografar tudo. É que o lugar lotado te obriga a chegar mais perto e as vezes a gente fotografa só porque não sabe se aquilo vai se repetir e esse é meu modo de guardar essas memórias também fora do meu coração.
Me desculpa se as vezes te encaro, te olho fixo em qualquer lugar ou situação. Mas sobre isso não tenho coragem de compartilhar uma explicação.
Me desculpa pelos meus amigos te adorando tanto. É que eles querem meu bem e por me conhecerem a eles nunca consegui enganar.
Me desculpa pelo meu sorriso. Quando meu sorriso é só por você estar segurando minha mão.
Me desculpa se eu me exponho muito pro mundo. É superficial mas faz parte de mim, como esse texto, esse blog e tantas outras coisas que faço. Talvez eu não consiga ou precise explicar, afinal, ironicamente cá estou eu namorando alguém que até outro dia tinha zero fotos no Instagram, que as minhas fotos não curte e nas minhas fotos não comenta... Então me desculpa, por antes e já adiantado, se de vez em quando eu quiser contar pro mundo que você me faz feliz.
Me desculpa se as vezes te aperto, te mordo ou cheiro demais. Te apertar é como me beliscar ao contrário, morder é só pra você ter aquele susto e o cheiro... porque você é tão cheiroso desde aquele "primeiro encontro" pra correr no parque?! Quem vai cheiroso daquele jeito pra caminhar no parque?!
Me desculpa pelas loucuras, pelo funk e desafios. Como é divertido te levar para lugares novos, te fazer dormir menos ou rebolar olhando pra você.
Me desculpa se eu demorei tanto tempo para estar preparada, resistindo a receber esse presente (você) e esse turbilhão de sentimentos.
Me desculpa te ligar no meio da noite e te marcar em 17 memes por dia. É coisa de mulherzinha, boba e apaixonada.
Ah me desculpa falar que achava que estava apaixonada por você, quando na verdade eu já estava apaixonada há muito tempo.