As vezes as pessoas precisam sair do seu mundo, seja ele grande ou pequeno.
Precisam lembrar-se que sempre existe algo mais.
Saber que todo mundo tem problemas, seja a celebridade ou a que sempre viveu no interior.
E que por mais que a pessoa seja boa e prestativa, é preciso ajudar a si mesma para poder ajudar outra. Entender que a maioria das pessoas nunca vai poder fazer coisas grandiosas pela humanidade. E que isso não significa escolher a inércia.
Pois com o tempo compreende-se que a pequena ação que se realiza sempre vai ser associada a outra semelhante, e estas num aglomerado fazem maior diferença de que as que ocupam a mídia.
Entretanto com o passar do tempo as pessoas percebem que não é a vergonha, a timidez ou a correria que as afastam de fazer algo à alguém.
São as diferenças.
São as diferenças que impõe limites nos relacionamentos. Geram o medo, a insegurança com as palavras e claro os erros.
São as diferenças que agem como barreira quando queremos ajudar, aconselhar, acolher, avaliar e amar.
Sim amar.
Quisera eu saber quem teve a ideia estúpida de associar a ciência - de que os opostos se atraem - ao amor.
O amor não resiste as diferenças. Elas desaparecem no começo. Voltam devagar depois de um tempo e quando isso acontece esse 'grande amor' só ultrapassa essa fase se elas desaparecerem.
Nada de diminuir as diferenças ou adaptar-se a elas.
Elas terão de sumir para sempre ou o amor é que não vai ser pra sempre.
Desaparecer com as diferenças não se enquadra nas pequenas ações, porque é sempre muito difícil. É um passo grandioso que merecia os holofotes da mídia mas tem que ser feito o mais oculto possível para não parecer com sacrifício. Para não transparecer o suícidio que é matar algo dentro de si.
O problema é que somos narcizistas. Só amamos a nós mesmos, e sempre procuramos nós em outras pessoas. Queremos sempre algo em comum. Se tiver algo em comum, imaginamos que poderá existir alguma relação interessante, seja namoro, amizade, enfim. Nós não conseguimos lidar com as diferenças e amamos tanto nosso jeito, nossos gostos, nossas opiniões, que não conseguimos aceitar os outros.
ResponderExcluirMuito bom o texto! (: