18 de fevereiro de 2012

Infarto


Você que ama muita gente.


Você mal sabe falar o que ama em cada uma.
Ou não sabe o que ama em todas.



Você que dá amor para algumas pessoas sem motivo algum, sem merecimento, sem pagar nada. Se elas não retribuírem da mesma forma não significam que elas também não te amam.

Só mostra e ressalta sua superioridade. A suprema arte de amar independente do que se recebe em troca.
E quem é o responsável pelo amor, quem ama ou quem é amado, mais?

Se ninguém escolhe como a história começa, se a vida é o tal rascunho sem revisão final, por que sofrer? Todos sabem a probabilidade para as coisas ruins. Se morremos desde que nascemos, se o mundo conspira para o caos e tende para o fim por que o amor teria de ser diferente?

Tantos pontos de interrogação que ficaram por falta de um simples, sútil e objetivo ponto final.
Ninguém escolhe como ou onde começar o "era uma vez", muito menos se escolhe quem amar, quem colocar na vida. Também não se escolhe quando se pode arrancar alguém do coração, por mais que aquilo esteja te sufocando, entupindo ele de mal, ainda sim você não tem o poder de tirar a pessoa simples assim.

Aliás de simples o amor só tem uma coisa: senti-lo. É tão rápido, dominante, feliz mesmo. Encontrar alguém com quem dividir tudo, uma parte ou qualquer coisa, um sorriso que seja.
Compartilhar o tempo com um amigo, um amor, um irmão é uma parte do amor.

São os amores, desamores. Começo e meio fofinho como algodão doce e um o fim como um balão de ar estourado acidentalmente.
Há coisas que se fazem e se desfazem sem você se mover. Amizades cheias de sabores que acabam com o amargo da distancia - mais conhecida como diferenças. Embora que, absolutamente, não tenham sido as nossas diferenças que nos atraíram para viver tudo isso, muito menos nossas semelhanças.



E sobre isso escolho a versão que foi só alguma força superior, lutando contra a lógica da vida, onde tudo conspira para o fim, me dando um pouco de alegria, amor e doçura.
Foi só um presente emprestado para eu continuar meu caminho sabendo que eu nunca serei boa o bastante, que mudar não é uma escolha fácil e viver sem a mudança também não.


Minha doce menina, não quero mais obstruir uma das tantas artérias do seu grande coração.

Vou fazer o que você quer, me retirar.

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