14 de novembro de 2017

Amizades, futilidades e outras dores atemporais


Nesses tempos onde se está rodeado de pessoas e todo mundo se chama de migo, você aprende que verdadeiras relações são raras e que sempre vai ter alguém para te mostrar que a reciprocidade de sentimento, de doação em uma relação... está cada vez mais sendo jogada para os porcos. Quem se entrega 100% passa a recuar e assim surge o ciclo vicioso de descrédito, em que passamos a acreditar que relações genuínas só são possíveis se iniciadas na infância. Colocando a sinceridade das amizades recentes sempre em questão, instalando àquela sensação de que elas não vão durar...

E hoje é tudo muito rápido, temporário principalmente com o universo virtual. Contam-se os likes, como a classificação para a medalha da futilidade. Você tem que se policiar para não entrar nessa disputa ridícula, para não levar a busca pela aceitação e os números inúteis para a vida real. Ah as futilidades... Deus me livre escrever esse texto preocupada com a quantidade de pessoas irão ler, porque me importa é quem está lendo... Sim, os ciclanos e beltranas responsáveis por uma sentença ou um parágrafo inteiro.

Não podemos esperar muito da geração que se coloca em cardápios humanos como os Happn's da vida... (Ah nem vai caber nesses caracteres falar disso, vai ficar para a próxima legenda).

É nesse planeta onde tudo muda mas nada sai do lugar, que quanto mais você se abre para o mundo mais exposto você está, pro bem e pro mal. Então esteja sempre preparado para o mal e sempre agradeça o bem que vier. No mais, levanta a cabeça e segue. 
Segue o baile, segue a vida e seu coração!

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